segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

FAÇA O SEU ANO - 2008 Espedito Lima

domingo, 2 de dezembro de 2007

MUNICIPALIZAÇÃO, NÃO; DESPOLITICAGEM, SIMEspedito Lima

Diante das notícias que vêm inquietando o povo da cidade e município de Jeremoabo e região, além de servidores, a própria Direção e médicos sobre a possível municipalização do seu Hospital Geral, até abaixo assinado já entrou em cena contra tal situação e outros movimentos.
O Governo Estadual, talvez tome esta atitude que a princípio se pode dizer que é um presente de grego aos Jeremoabenses, por entender que mais um pesadelo seja extirpado do seu poder e da matemática de sua administração, pois as finanças que são destinadas ao Hospital seriam, acreditamos, lançadas para outros setores.
Em contra partida, todos sabem que ele (hospital) passou por um período de descaso total; a coisa ficou tão feia, todos se lembram, que até uma simples “gaze” não se tinha para cobrir um pequeno curativo. Todavia, com as duas administrações, anterior e atual (Jorge Magalhães – indicação técnica e Dr. Luiz Carlos Guimarães D’angio – indicação política), a coisa tomou um destino totalmente diferente, pois para felicidade de todos, especialmente dos pacientes, hoje se pode dizer que Jeremoabo tem um Hospital digno, não simplesmente de elogio, mas de apoio irrestrito à sua administração.
Toadavia, uma coisa há de ser considerada e analisada com frieza, qual seja: distinção entre MUNICIPALIZAÇÃO e POLITICAGEM. Se de um lado o Estado aloca recursos e permite que sua Direção seja indicada por um político influente junto ao Governo ou do outro ele o entrega a um administrador, no caso, o Prefeito, à Prefeitura/município, por questões politiqueiras, não está/estaria permitindo que os politiqueiros, direta ou indiretamente se beneficiem com tal comportamento, não se importando com o povo e sua doença, que está acima de toda e qualquer pretensão? Ou o povo nada vale para que seja vítima de um apadrinhamento insensível e prejudicial a si, com os interesses abonados/afiançados pela politicagem? Mesmo porque, por garantia constitucional, todos têm direito à saúde e esta deve ser de boa qualidade, primada pelo compromisso da responsabilidade, tanto dos profissionais ligados a ela diretamente (medicos) quanto os que dirigem as unidades vinculadas à mesma, como também assim os que são seus promotores e patrocinadores naturais “Estado (s)”.
Por outro lado, se tudo melhorou e vem melhorando cada vez mais e se o hospital está em pleno funcionamento, inclusive com a aprovação geral de toda a população e com o conhecimento do próprio Governo Estadual; por que e pra que alterar as regras, que deram e estão dando certas? Agir contrariamente, isto é, o Estado transferindo sua responsabilidade para o município, não estaria cometendo um erro gravíssimo e arcando com os prejuízos eleitoreiros, nas próximas e futuras eleições?
Entendemos que o Estado, gerador dos recursos (via contribuinte), deveria e deve continuar com ele (hospital), sob sua batuta; porém sem usar os artifícios politiqueiros, mas exclusivamente os critérios técnicos, a começar pela indicação do seu gestor, com uma administração paralela (Direção Clínica). Esta poderia ser escolhida de forma democrática, isto é, aos médicos lotados nele, caberia a indicação (por votação) de um colega para dirigi-los clinicamente, sem nenhum também, politiquismo, corporativismo ou bajulismo, cujo mandato poderia ser de 02 (dois) ou 03 (três) anos, assim como o do Diretor técnico (o tempo).
Desta forma, a saúde estaria bem, os pacientes confiantes, a população aplaudindo, os políticos sem nenhuma ingerência e o Estado, por certo, reconhecido pela qualidade e responsabilidade com e sobre o que de mais interessa à população, SAUDE.
Por isso, reafirmamos: MUNICPALIZAÇÃO, NÃO; DESPOLITICAGEM, SIM.
Diretorias: Técnica e Clínica – ambas cumprindo com suas obrigações inerentes, com ação, colaboração e respeito mútuos; tudo PELA VIDA.
Finalmente, que o Estado haja assim, e que continue dando amparo financeiro à saúde Jeremoabense; afinal, nós também somos contribuintes, pagamos impostos e merecemos ser tratados como gente, seres humanos, não como animais ou verdadeiras cobaias, para tudo e para todos, principalmente para os caprichos de quem quer que seja.