O QUE SE PODE FALAR? – Espedito Lima
Estamos num pais em que se prega teoricamente duas piadas: democracia e cidadania e sobre ambas já tecemos algum tipo de comentário aqui mesmo neste Portal. Mas, a teoria revela-se como uma explicita prática, pois não raras vezes a verdade traduz-se num desafio de quem fala ou a coloca em evidência.
Quando se usa ou se mostra o espelho da razão que se fixa sobre a mega vulnerabilidade da imprensa – liberdade para ela é uma “”aspas”” e a maneira de se informar e esclarecer, por si só, torna-se os (parênteses) ou melhor, ...reticências... e, ai, as garantias individuais (constitucionais) são inflamadas, enfraquecidas a ponto de adormecê-las.
Já quando se trata de qualquer divulgação real e imparcial sobre determinado assunto, pessoa, organismo, instituição, mesmo que sejam apenas lembrados; se faça alusão ou simplesmente os cite, necessário se faz ocultar o que lhes não interessa, maiuscular e negritar o que, evidentemente, lhes convém ou o que os coloca como se fossem propagadores da verdade absoluta, cujas regras são ditadas, como um estatuto rígido que enumera o que se pode falar, o que se pode informar e esclarecer. Não se trata de uma censura prévia, mas de uma prévia definição sobre aquilo ou aquele que se deve falar ou mostrar.
Eu falo o que não devo ou não devo falar o que quero? Eu tenho que ouvi o que me dizem e nada dizer. O calar é melhor, mas pode me custar uma omissão, uma frustração, uma desesperança ou simplesmente uma decepção que encoraja a plena covardia, o receio, o medo.
Estamos num pais em que se prega teoricamente duas piadas: democracia e cidadania e sobre ambas já tecemos algum tipo de comentário aqui mesmo neste Portal. Mas, a teoria revela-se como uma explicita prática, pois não raras vezes a verdade traduz-se num desafio de quem fala ou a coloca em evidência.
Quando se usa ou se mostra o espelho da razão que se fixa sobre a mega vulnerabilidade da imprensa – liberdade para ela é uma “”aspas”” e a maneira de se informar e esclarecer, por si só, torna-se os (parênteses) ou melhor, ...reticências... e, ai, as garantias individuais (constitucionais) são inflamadas, enfraquecidas a ponto de adormecê-las.
Já quando se trata de qualquer divulgação real e imparcial sobre determinado assunto, pessoa, organismo, instituição, mesmo que sejam apenas lembrados; se faça alusão ou simplesmente os cite, necessário se faz ocultar o que lhes não interessa, maiuscular e negritar o que, evidentemente, lhes convém ou o que os coloca como se fossem propagadores da verdade absoluta, cujas regras são ditadas, como um estatuto rígido que enumera o que se pode falar, o que se pode informar e esclarecer. Não se trata de uma censura prévia, mas de uma prévia definição sobre aquilo ou aquele que se deve falar ou mostrar.
Eu falo o que não devo ou não devo falar o que quero? Eu tenho que ouvi o que me dizem e nada dizer. O calar é melhor, mas pode me custar uma omissão, uma frustração, uma desesperança ou simplesmente uma decepção que encoraja a plena covardia, o receio, o medo.
Não devemos ser medrosos, pois a consciência não nos pergunta o que podemos falar, nem consultar para deixar de falar. Por isso, temos que agir em defesa da liberdade, de imprensa ou não; como profissionais ou amadores dela; como cidadãos e democratas. Se elas não existem as façamos existir, as lancemos sobre o tapete da independência, sem casuísmo, sem revanchismo com nada ou ninguém; sem a força da arrogância, mas com a espada da coragem e a arma que é detonada para sustar a ignorância da letra, mas nunca matar a existência da sabedoria, o dom que a todos foi dado por Deus; a cada um, de acordo com a sua vontade (DELE).
Doravante a inteligência não subestime a imprensa e sua liberdade, nem esta seja castrada por atingir e incomodar o que se fala, a título de informação e esclarecimento. Doravante, tanto uma como a outra coisa não seja confundida como ataque, ameaça, afronta e desrespeito a quem quer que seja, mas quem quer que seja aceite o que se fala, mesmo porque há o caminho do direito de resposta e/ou outros meios para se dirimir, democrática e soberanamente o que for; o que agrade ou desagrade; o que é verdade ou mentira; o que é certo ou errado. Falemos, antes que nos calem; mostremos, antes que nos impeçam.
Doravante a inteligência não subestime a imprensa e sua liberdade, nem esta seja castrada por atingir e incomodar o que se fala, a título de informação e esclarecimento. Doravante, tanto uma como a outra coisa não seja confundida como ataque, ameaça, afronta e desrespeito a quem quer que seja, mas quem quer que seja aceite o que se fala, mesmo porque há o caminho do direito de resposta e/ou outros meios para se dirimir, democrática e soberanamente o que for; o que agrade ou desagrade; o que é verdade ou mentira; o que é certo ou errado. Falemos, antes que nos calem; mostremos, antes que nos impeçam.
Se ouvirmos, devemos esconder ou destruir nossa audição? Se soubermos, teremos que homiziar a informação, não emitirmos opinião ou parecer? Se não acatarmos, defendemos um direito abstrato? Se garantirmos, feriremos os princípios constitucionais? Onde estamos, o que falarmos, o que ouvirmos, pensarmos e enxergarmos? Nada! O bom é que não ouçamos, não vejamos e não falemos; transformemos-nos numa estátua, sejamos inúteis, ociosos e omissos.
Mas, se agirmos e nos comportarmos assim, seremos taxados de negligentes e até corremos o risco de sermos autores de um crime não praticado; sermos culpados e condenados por atos desatentatórios, sem subversão nem incitação a nada ou contra ninguém.
Cada um examine sua consciência; nada mais fale, nada mais diga e nada mais veja e ouça. Vendados estamos, vendados sejamos. Não é mordaça; apenas, cale-se, não fale. Não devemos saber, não devemos informar nem esclarecer. Liberdade é crime e simplesmente falar, condena; não obviamente, as palavras, mas quem as escreve, quem as pronuncia, quem as digita, quem as lança no ar; e, ai vale, para: rádio, televisão, jornal, portal/sites. A expressão da verdade e o uso da liberdade oprimem o exame do caráter informativo e esclarecedor, além de prender a exímia coragem do entendimento, da formação de opinião e do desejo de uma independência justa, real e soberana, no falar, no informar.
Como se pode aplaudir uma democracia, uma liberdade de expressão e uma cidadania que são rastreadas, vigiadas e muitas vezes grampeadas? Mas, haveremos de nos libertar, assim como o muro de Berlim, as traves da antiga Rússia, a ditadura brasileira e a chegada de um negro ao poder na maior potência mundial – Estados Unidos; exemplo máximo para a nossa contemporaneidade e que todos devem seguir.
TODOS TÊEM O DIREITO DE FALAR E DE INFORMAR E TODOS TÊM O DIREITO À INFORMAÇÃO; É CONSTITUCIONAL.
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