NOVA FAMÍLIA – Espedito Lima
Pelo princípio da criação Divina, materialmente falando, nossos primeiros pais foram Adão e Eva; posteriormente, vieram os patriarcas Abraão, Isaac e Jacó, que tiveram como esposa respectivamente Sara, Rebeca e Raquel. Por último, eles, nossos pais biológicos – seu pai casado com sua mãe e esta com seu pai e os demais membros.
Com as sucessivas mudanças, recaídas sobre toda a humanidade, a começar pelo aspecto do desenvolvimento, notadamente com os avanços tecnológicos, parece haver acontecido uma brusca alteração no relacionamento familiar.
Não é de se espantar se falarmos de uma inversão humana – ligação homem/máquina ou esta a ele; pois nem o primeiro vive sem a segunda nem esta sem o primeiro. Cada um depende do outro e ambos agem por interesses comuns às suas próprias conveniências ou pela imperiosidade da necessidade.
Talvez seja espantoso, fenomenal, se dissermos: meus pais hoje são o computador e a internet; meus irmãos são a televisão, o videogame e o videocassete, isto sem falarmos nos “robôs” mecânicos e similares, que representariam os outros membros. Nada de espanto, isto é uma coisa mais que natural pra os tempos modernos, especialmente quando a consideração, o respeito e a atenção foram sepultados precocemente, e a visão mercantil está acima de tudo. É como se tivesse surgido um aborto transgênico e um nascimento clonado.
Absurdo! Jamais. Incoerência, nunca; hereditariedade comum ou genealogia anormal?
Estamos vendo e veremos esta sintonia da nova família que tende a se unir por laços não sanguíneos, mas com uma afinidade correlacionada e protegida pela globalização que surgiu diante de todos como uma metamorfose irracional, porém de grande abrangência comercial. Salve-se quem puder, a competição é quem determina e domina.
É o fim de tudo? Não, é o começo de uma era que traduz a fatalidade irreal e dobra a loucura humana tal qual um veículo que não consegue ser dirigido pelo seu condutor, numa curva exposta em uma ladeira erguida a cem metros de altura. Moral da história: capotou, mas sobreviveu. É a sobrevivência do viver; é a existência sobrenatural da matéria “carne” e “metal”.
Mas, aonde chegaremos e qual a tradução evidenciada na realidade do que estamos vendo? Nada é melhor do que está sentado à frente de um computador, navegando na net ou através dela, ouvindo, falando, comprando, etc. Ouvimos quem? Nosso pai? Que pai; nossa mãe? Que mãe? Falando com quem? Nossos irmãos? Que irmãos?
É verdade, nós hoje falamos com a máquina e ela conosco. Ela é nossa família, por isso damos muito mais atenção a ela do que aos nossos familiares. Os filhos escutam mais elas do que seus pais, como também assim lhes dão muito mais atenção. Aliás, na maioria dos casos, tanto os pais quanto os filhos, passam mais tempo em frente da TV, PC, VG e VC do que em união familiar. Se foi o tempo dessa união para o café da manhã, o almoço e jantar. A novela, as notícias, diversões, compras e jogos, substituíram o bate papo sadio entre as famílias e até com amigos. E as visitas, estas nem se falam mais. É a saudade de um tempo que se foi.
É uma nova educação, é uma nova idéia de formação; de relacionamento, de atenção, de consideração e respeito. Os valores são outros e a vida enfrenta as aventuras do cotidiano, e enquanto isso, todos reclamam que não têm tempo pra nada, e o tempo continua existindo. Ele é quem pergunta: por que não me usam? Estou sempre à disposição; todo dia, toda hora, toda noite. Conversem, esposa com esposo, filho com o pai e mãe; com os parentes, com os amigos, com todos. Voltemos para essa união e harmonia exemplares que sempre laureou o convívio dos seres humanos e que partilhou de um período de vida mais sensata, cordial, alegre, respeitosa, sincera e sem nenhuma “virtualidade”.
A máquina, em sua esplêndida “eletronicidade” deveria ser apenas um instrumento de transformação de produtos e prestação de serviço, e que assim seja, especialmente para que não interfira mais, alem do que já interferiu e está interferindo, no relacionamento das pessoas, a ponto de contribuir para uma exclusão total dos valores e comportamentos inerentes à boa vivencia e convivência familiar, social e funcional.
Pelo princípio da criação Divina, materialmente falando, nossos primeiros pais foram Adão e Eva; posteriormente, vieram os patriarcas Abraão, Isaac e Jacó, que tiveram como esposa respectivamente Sara, Rebeca e Raquel. Por último, eles, nossos pais biológicos – seu pai casado com sua mãe e esta com seu pai e os demais membros.
Com as sucessivas mudanças, recaídas sobre toda a humanidade, a começar pelo aspecto do desenvolvimento, notadamente com os avanços tecnológicos, parece haver acontecido uma brusca alteração no relacionamento familiar.
Não é de se espantar se falarmos de uma inversão humana – ligação homem/máquina ou esta a ele; pois nem o primeiro vive sem a segunda nem esta sem o primeiro. Cada um depende do outro e ambos agem por interesses comuns às suas próprias conveniências ou pela imperiosidade da necessidade.
Talvez seja espantoso, fenomenal, se dissermos: meus pais hoje são o computador e a internet; meus irmãos são a televisão, o videogame e o videocassete, isto sem falarmos nos “robôs” mecânicos e similares, que representariam os outros membros. Nada de espanto, isto é uma coisa mais que natural pra os tempos modernos, especialmente quando a consideração, o respeito e a atenção foram sepultados precocemente, e a visão mercantil está acima de tudo. É como se tivesse surgido um aborto transgênico e um nascimento clonado.
Absurdo! Jamais. Incoerência, nunca; hereditariedade comum ou genealogia anormal?
Estamos vendo e veremos esta sintonia da nova família que tende a se unir por laços não sanguíneos, mas com uma afinidade correlacionada e protegida pela globalização que surgiu diante de todos como uma metamorfose irracional, porém de grande abrangência comercial. Salve-se quem puder, a competição é quem determina e domina.
É o fim de tudo? Não, é o começo de uma era que traduz a fatalidade irreal e dobra a loucura humana tal qual um veículo que não consegue ser dirigido pelo seu condutor, numa curva exposta em uma ladeira erguida a cem metros de altura. Moral da história: capotou, mas sobreviveu. É a sobrevivência do viver; é a existência sobrenatural da matéria “carne” e “metal”.
Mas, aonde chegaremos e qual a tradução evidenciada na realidade do que estamos vendo? Nada é melhor do que está sentado à frente de um computador, navegando na net ou através dela, ouvindo, falando, comprando, etc. Ouvimos quem? Nosso pai? Que pai; nossa mãe? Que mãe? Falando com quem? Nossos irmãos? Que irmãos?
É verdade, nós hoje falamos com a máquina e ela conosco. Ela é nossa família, por isso damos muito mais atenção a ela do que aos nossos familiares. Os filhos escutam mais elas do que seus pais, como também assim lhes dão muito mais atenção. Aliás, na maioria dos casos, tanto os pais quanto os filhos, passam mais tempo em frente da TV, PC, VG e VC do que em união familiar. Se foi o tempo dessa união para o café da manhã, o almoço e jantar. A novela, as notícias, diversões, compras e jogos, substituíram o bate papo sadio entre as famílias e até com amigos. E as visitas, estas nem se falam mais. É a saudade de um tempo que se foi.
É uma nova educação, é uma nova idéia de formação; de relacionamento, de atenção, de consideração e respeito. Os valores são outros e a vida enfrenta as aventuras do cotidiano, e enquanto isso, todos reclamam que não têm tempo pra nada, e o tempo continua existindo. Ele é quem pergunta: por que não me usam? Estou sempre à disposição; todo dia, toda hora, toda noite. Conversem, esposa com esposo, filho com o pai e mãe; com os parentes, com os amigos, com todos. Voltemos para essa união e harmonia exemplares que sempre laureou o convívio dos seres humanos e que partilhou de um período de vida mais sensata, cordial, alegre, respeitosa, sincera e sem nenhuma “virtualidade”.
A máquina, em sua esplêndida “eletronicidade” deveria ser apenas um instrumento de transformação de produtos e prestação de serviço, e que assim seja, especialmente para que não interfira mais, alem do que já interferiu e está interferindo, no relacionamento das pessoas, a ponto de contribuir para uma exclusão total dos valores e comportamentos inerentes à boa vivencia e convivência familiar, social e funcional.
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