sábado, 23 de junho de 2007

ELES ACABARAM COM TUDO
Espedito Lima
Se verificarmos as festas, as tradições, os comuns eventos que antes eram realizados nas comunidades, nos povoados e nas cidades, vamos ver que tudo isso acabou, isto é: eles, os políticos, entraram no meio e a cada ano que se passa, por mera conveniência de uma ação politiqueira, fazem o que querem e o que bem entendem. O grande exemplo ou um dos mais explícitos, são os festejos juninos, com especialidade no nordeste brasileiro e mais particularmente, com o famoso “casamento matuto”, dia 23 de junho, claro.
A tempos não muito distantes, o seu cortejo, sua indumentária, a maneira de desfilar, única e exclusivamente montado a cavalo, égua, besta, jumento e burro; jamais em cima de um trator, carroça, ou qualquer outro tipo de veículo automotor, o sertanejo, da zona urbana e rural, impunham sua pujança, seu orgulho de mostrar sua originalidade, sua maneira livre e simples de brincar e até mesmo a sua inocência, demonstrada numa alegria estampada no rosto, como se fosse a extravasar o suor que escorre sobre seu rosto na luta do dia-dia pela sobrevivência.
Hoje, nos dias autuais, eles fazem questão de irem à frente do mesmo cortejo, montados nos seus elegantes e valiosos animais, rodeados de seguranças e esbanjando uma popularidade populista; oportunidade em que, podemos ler visivelmente, nos semblantes deles, a volúpia e arrogância do estar e continuar no poder a qualquer custo; sempre, como já é o costume, ludibriando, impondo a tudo e a todos, descarada e vergonhosamente.
Mas, não são somente eles os únicos culpados por tal situação; o povo, nós “cada um”, usamos uma parcela de contribuição para que o desvirtuamento aconteça e o laço deles nos atinjam, em cheio. Daí, então, eles permanecerem na disputa pelo voto do eleitor, dentro e fora das eleições; aqui e acolá, dessa ou daquela maneira. Tradição, é coisa relegada a segundo plano, o primeiro é o deles (plano) – desejo.
O povo aceita tudo: o mando e o desmando, a ordem e a desordem; eles deitam e rolam, impõem, ditam e aí daquele que não ouvir, não rezar na cartilha, com se diz na gíria.
Pobre do povo, pobre da cultura, pobre das tradições; se foram, se vão, estão acabando, apenas as tristes lembranças, as saudades, e por ai vai. Mas, quem sabe, um dia a coisa pode tomar rumo diferente, e alguém então (político - na essência da palavra), possa reativar ou deixar que o próprio povo, que vem cedendo a tudo, inclusive aos caprichos deles, fazer o que antes era feito, de forma natural, espontânea e humilde.
ALGO BRASIL

Espedito Lima

No meu Pais, alguém sofreu amnésia e exclamou: INDEPENDENCIA OU MORTE; depois de muito tempo, outro, segundo algumas versões, SUICIDOU-SE. Posteriormente, um terceiro, RENUNCIOU; um quarto, GOLPEOU. Mais tarde, o quinto aplicou uma tremenda CONFUSÃO no meio político e empresarial; um dos maiores escândalos, até então registrado.
Fizeram uma nova Constituição, voltou-se à democracia. O Direito à liberdade foi restabelecido; a censura praticamente inexiste; a imprensa está livre, diz o que quer e mostra o que alguém não quer ver.
Enquanto nos outros, o paraíso é de bons negócios e segurança absoluta, além de sigilo pleno. Aqui será entregue o Nobel da corrupção, um belo prêmio e bem merecedor, muitos fazem por onde e como o receberem.
Este é o Pais, onde não existe falcatrua, politicagem; a Lei existe pra tudo e pra todos e é aplicada, doa em quem doer. Tudo é investigado, nada deixa de ser apurado nem julgado. Todos estão na Cadeia e restituem o que levam dos cofres públicos e o que assaltaram do consumidor, do trabalhador, do cidadão.
É difícil compreender o que se passa nesta Nação; ela é a única que vive e sobrevive com democracia e anarquia e ainda é considerada a Pátria da cidadania. Mas como o brasileiro gosta muito de piada, nada melhor do que esta.
É divertido, porém para quem ainda tem um pouco de senso, de caráter e deseja que ela seja uma Nação verdadeiramente independente, progressista e condutora da ética e da moral, resta uma esperança, mesmo que esta não seja esverdeada, basta o seu nome, pra que a virtude dela se ponha em alto relevo, diante de todos como um píncaro que observa do alto, aquilo que está sob seus pés e ao seu redor.
Vamos em frente, muitos passaram e outros estão passando. O mundo gira e nós também estamos girando com ele; aonde ele vai e nós também, não sabemos, só sabemos que estamos nele e ele está conosco.
Ele veio de brasas, ele queima, arde, consome, destrói; cai, derruba, levanta, anima, foge e esconde; está com tudo e com todos. Ele é assim e assim somos nós; seus cidadão, seus filhos, seus habitantes.
Nada mais a declarar,
Pátria amada, BRASIL!

domingo, 17 de junho de 2007

MÃE

Espedito Lima


Escudo real da sublimacia comum, celso da celebridade sem mácula
Matéria viva de um ser sem fim, primorosa per vigília que pacifica a conduta incontestável
Excelsa virtude de controle exuberante e de extraordinários e lúcidos afetos

Árvore frondosa de acolhimento perfeito, folha espumejante de suave odor
Coração compacto e fascinante do bem e da dignidade
Vereda correta cheia de luz, de brio e de força
Véu suntuoso e de conduta exemplar, ósculo prestimoso de cordial graciosidade
Fonte de beleza, da paz e da confiança
Berço de consciência, de liberdade e de compassividade

Franco e irrefutável consolo do reconhecimento e do regozijo
Holocausto dócil de sensualidade, pedestal específico da razão e da inocência sensata
Natureza purificada como mãos ungidas, tradição ofuscante da homenagem e da gratidão

Compreensiva e precavida mulher dos sonhos e dos desejos
Flor aberta no jardim da existência, pétala de rosa que perfuma a brisa
E dar ânimo ao alvorecer
Ânsia presente no sossego da paz e do amor, estátua consubstanciada na ação
De caricia e de eloqüente perfil de bondade inequívoca

Rainha portentosa do lar, abrigo fiel e ofegante dos seus filhos
Manto cúmplice que cobre o mal, cajado sincero da soberania saudável
Partícula presente num choro sem fim, lágrima que cobre o riso da dor
Obra santificada e abençoada por Deus, asilo constante do sofrimento infeliz
Palavra fértil que representa: união, amizade e alegria

Mãe é você: o corrimão da felicidade, o prazer da formosura
A fonte inesgotável da mansidão, a pureza modesta da ternura
A velhice jovial e a vivencia célebre da justiça, a castidade leve da oração
O bálsamo tranqüilizador da desolação e da farta experiência da emoção

Mãe, você é: a razão da minha vida, o suspiro da minha agonia
O passo forte da minha caminhada, o futuro dos meus pesadelos
O braço aberto do meu proceder, o beijo amigo que me dedica
O bom senso que me traduz e a paciência que se faz presente no meu eu
FUI O PRIMEIRO

Espedito Lima


Privilégio – palavra que traduz tudo quanto revela uma satisfação, um prazer, uma alegria; pode ser também um pioneirismo, o surgimento daquilo que causa uma novidade, e até mesmo um marco, disto ou daquilo; naquilo, em quem ou com quem, tudo isto, segundo o nosso rústico pensamento, principalmente para o fato que passamos a mostrar daqui pra frente, nas linhas seguintes.
A estação, praticamente já era a da primavera, pois a data 25, de setembro, claro; foi quando ela, a criança, saiu do ventre de sua mãe, após uma gestação normal de 09 meses, extraída por suas mãos, as de Floripes Cavalcante de Araújo, a queridíssima “mãe lolita – aliás, MÃE LOLITA”. O ano foi o da morte de Getúlio Vargas, o grande estadista brasileiro – l954; a cidade e o estado, Jeremoabo-Bahia, nordeste do Brasil.
Ela era de lá, de Inhambupe e ela, a criança, daqui, da cidade já citada; ambas, evidentemente, do mesmo estado baiano. Ela, esposa de um conceituado médico; e ela, a mãe da criança, uma jovem sem esposo.
Sua coragem e sua hábil técnica, aliadas ao dom que Deus lhe deu, a partir daquele momento fincaram no pedestal de uma história, um capítulo especial de sua trajetória enigmática, pois além de pegar aquela frágil criança com suas mãos límpidas, ela inauguou talvez uma profissão que jamais houvesse pensado em exercê-la, a de PARTEIRA, e lograsse para si própria, a felicidade de se transformar oficialmente, numa segunda mãe. Ela também, pra sua maior felicidade, experimentou o ser uma genitora, não somente dos seus filhos naturais, mas de muitos outros e tantos que os seus olhos viram e que seus braços agasalharam.
Ao findar o quarto parágrafo, acho que os mais apressados, já indagaram: quem é, quem foi essa criança e que nome lhe deram? De repente, quem sabe, antes do término desta simples crônica, seja revelado o seu nome. Não se trata de suspense, apenas uma modesta performance para mostrar ao nosso ilustre internauta, leitor e visitante deste site, a magnitude de uma mulher que carregou consigo, a mais de quatro décadas, a prazerosa e gratificante honra de tirar de milhares de ventres; vidas, seres humanos, meninos e meninas, que se tornaram homens e mulheres, país e mães, avôs e avós.
E seu nome? Não lembram mais? Muitos, não; esqueceram totalmente, ignoraram a sua profissão, sua existência e sua história. As criaturas, nós somos assim, fáceis de exterminarmos, nós mesmos e os nossos semelhantes, não importam as razões. Mas o passado resiste ao esquecimento; o presente encara a realidade e o futuro dirá, à descendência posterior, algo que aconteceu em ambos -passado e presente-, obviamente.
Seu nome encontra-se no segundo parágrafo e aqui não se trata de nenhum apocalipse, mesmo porque ela é Divina, espiritual; a nossa - revelação, no caso em tela, é carnal, material. O primeiro parto que ela fez, foi o da jovem chamada Terezinha Soares Lima, e a primeira criança que ela pegou, filho desta, “FUI EU” e me registraram com o nome de Espedito Soares Lima “Espedito Lima”.

sábado, 16 de junho de 2007

MULHER

Espedito Lima


Uma fêmea, uma criatura, simplesmente mulher; não, muito mais que isto. É um ser, assim como o homem, feita à imagem e semelhança de Deus. Se forte ou frágil, não importa; ela continua sendo e será, não uma mera musa, que às vezes é vista no sentido pejorativo, mas uma mulher, coadjutora do homem. Sua amiga, companheira, esposa, filha mãe; ela é mulher.
Como o homem, ela sente, chora, reclama, ama, diz, pede, consola, sofre, se alegra e oferece também. Culpada ou não, ela é personagem, início de uma história, de uma vida. É o princípio de um cronograma Divino, preestabelecido para a existência do gênero humano, e a reserva de um segredo que vela pela inconfundível supremacia da concepção, pois somente a ela cabe o dom de ter e jorrar de si mesma a preciosidade da existência.
É um virtual comum que se avizinha de um ritual de procedimentos sublimes e que arranca a pureza da alma, lançando sobre um todo, o estilo da capacidade de conquista e esbanja a candura de uma meiga e estonteante imaginação que a conduz ao píncaro da loucura norma. É como sobre si, fosse colocado um vestido de bordado colorido e uma pluma o cobrira para não deixar o seu corpo viril e à amostra.
De sapato alto ou capacete sobe a cabeça, sentada num elegante sofá ou numa cadeia de uma rústica casa campestre ou até mesmo dentro de um carro ou comandado um Reino, um Tribunal; ignorante ou sábia, pequena ou grande, destra ou não, não importa, ela é mulher. Que fica dias e horas, meses e anos, acalentando o suspiro do riso e afugentando a agonia da dor, como o enfermo que geme porque sente e sente porque dói. Mas canta o hino da paz e propaga a virtude da meninice que passou, da adolescência que foi um prazer e hoje, adulta, colhe os frutos das três etapas, da vida, claro.
Que satisfação cumprimenta-las; todas elas, vocês, hoje, amanhã e sempre, com um beijo sincero e respeitoso, com a máxima profundidade no ego do coração.
VIVAMOS A VIDA

Espedito Lima


É desleal imaginar que o arvoredo sintila sobre o orvalho da manhã, para ferir a beleza que se encanta com o falar da natureza, abrindo caminho da mansidão que embriaga o olhar do homem.
Ah! Se pudéssemos ouvir o cantar da aurora e andássemos perplexos, não porque estávamos sorrindo com a ausência do sonhar, desfrutando o sentimento da culpa de feri-la, mas de tê-la como se fosse uma rosa na palma da mão, com suas pétalas a exalar o odor suave e macio, tal qual a seda que se faz do algodão.
É como se fosse um coração aberto a receber no seu âmago, um pulsar veloz que anima a triste veia por onde corre o sangue, parcialmente impedido de percorrer seu caminho à busca de transformar uma existência real e sublime de um ser, um ser humano. É a felicidade que tem como virtude o prazer de se alegrar e contar história do tempo, não das fadas, mas de uma época que traduz saudade de um viver cordial, lançado no alicerce da paz, que ventila o suor da fraqueza e respira a fortaleza de uma ação digna, suplantada na alma que sonha com um tempo sem fim.
Como é bom imaginar o querer do hoje e a realeza do amanhã, quando ambos representam um agasalho de confiança sem rebeldia, sem tortura e sem danificar a consciência que intimida um prazer infinito. É o tempo que se foi, envelheceu; é o tempo que veio, renovado, demonstrando o artífice comum que moldura uma simples imagem, fixada numa parede que reluz, como um espelho que reflete o passado que surge no presente, mostrando que a vida não é só um querer; é também uma necessidade imposta por uma condição, que anima o tempo da própria existência.
Vale a pena viver! - a vida é uma poesia que aquece a frieza do nosso rancor e doma a crueldade das nossas paixões; destrói o nosso ciúme e sepulta as pretensões do nosso egoísmo. Ela vela pelo nosso caminhar, reclama o nosso proceder e estimula o bem que se abate sobre nós. Oh vida! Que prazer! Que alegria! Que viver! Vivamos: cedo ou tarde, noite ou dia, com frio ou com sede, dormindo ou acordado, sonhando ou com pesadelo, vestido ou nu; católico, protestante ou evangélico, espírita, com qualquer cor, qualquer língua, qualquer vício; em qualquer lugar, com fome ou sem ela. VIVAMOS A VIDA, ELA DEVE SER VIVIDA.
POBRE DE NOSSA TERRA E DE NÓS. ATÉ QUANDO?

Espedito Lima


Vasculhando a sua rica e longa história, encontramos nas páginas do seu livro os mais variados, obcecados e absurdos acontecimentos, que denigrem, por certo, a sua imagem; a imagem de uma terra fundada por Garcia D’ávila e batizada com o nome de Jeremoabo-Bahia.
A sua riqueza cultural e histórica, aliada às suas alicerçadas e boas tradições, se contradiz nitidamente com as administrações dos últimos tempos, tanto pelo lado do executivo quanto do legislativo. É como se fossem dois inimigos ferrenhos (do povo), porém leais entre si, que durante anos e mais anos, disputam um poder excessivo, maculado, corrosivo, depreciativo, e porque não dizer, com clareza, totalmente destrutivo.
A imoralidade e os desmandos têm vencido a ansiedade dos seus pacatos e ordeiros habitantes; a volúpia dos gestores e/ou donos do poder, privatiza, de uma vez por todas, o erário público e deixam órfãos aqueles que mendigam a dignidade da ética e da moral. Estão sempre lançando dardos sobre a sensibilidade dos munícipes e se cobrem com o manto da traição, carregando em suas mãos o cajado da insensatez e a flecha mortífera da corrupção.
Uns têm colocado sobre si mesmos, a coroa do poder e dominação altruísta ditatorial, enquanto outros se vestem da horrenda ganância e páfia, como se fossem Coronéis patenteados e insanos que não ouvem, falam pouco e surram impiedosamente seus comandados. Além disso, andam galopantes com pisaduras de bronze e chicote de aço, para conduzirem os próprios e frágeis comandados, que já cambaleiam na desesperança de um presente sem futuro e um futuro sem passagem pelo presente.
Uns sentam-se na cadeira que conduz a avareza e outros se cercam daqueles que os aplaudem por seus feitos enganosos, os exaltando como heróis; uns lançam-se na lama da mentira e da deslealdade; outros penetram nas sarjetas do abuso, ditando regras mesquinhas e incompatíveis com os cargos que conquistaram e exercem. Burlam leis e desafiam autoridades; afrontam seus próprios correligionários, amedrontam inocentes e ameaçam os que não lhes escutam.
Pobre de nossa terra e de nós. Ela continua gemendo, está na UTI e nós numa enfermaria; sem médico, sem enfermeiros e sem medicamentos. Até quando? Será que vamos morrer pelas balas, não perdidas, mas bem achadas pelos nossos politiqueiros, que insistem em usar as armas da fraude, da arrogância, do despreparo, da prepotência e das inconseqüentes gestões contra todos nós?
Achamos que não merecemos mais outros “Herodes”; outros ”Neros”; outros “Hitlers”. Não agüentamos mais outros “Lampiões” e tantos mais semelhantes que a humanidade viu e continua vendo, mundo a fora. Estamos incessantemente anestesiados, pelo veneno que eles colocam nas veias dos nossos sentimentos; pelo sugar abrupto sobre nossas boas e aspiradoras intenções; pelos atos maléficos que nos levam ao desespero constante e que traduz o desencanto do progresso, não de modo isolado, mas coletivamente.
Até quando vamos vê-los e ouvi-los? Temos que bani-los do nosso meio, principalmente arrancarmos do poder, de forma que nunca mais tenham forças pra voltarem a ele.
Ainda é tempo de lançarmos fora do cenário político, protestarmos, mostrarmos explicitamente nossa indignação e darmos nossa resposta; basta que ajamos de forma coerente com nós mesmos e na hora exata (eleições). Anulemos a procuração “voto”, através da (o) qual lhes outorgamos poderes para nos representar, de forma plena e irrevogável. Errar é normal-natural; permanecer no erro, é no mínimo, burrice. E nós, eleitores, devemos mostrar que não somos burros. Não aceitamos mais as falcatruas, as improbidades, as irresponsabilidades e os desgovernos.
AJAMOS, CONSCIENTES E CONSEQUENTEMENTE. JEREMOABO SOMOS NÓS E NÓS SOMOS JEREMOABO. NÃO DEIXEMOS NEM O ENTREGUEMOS AOS SIMPLES AVENTUREIROS E COBIÇADORES DO PODER; AQUELES QUE SÓ TÊM COMPROMISSO COM ELES MESMOS E COM OS QUE CONMUNGAM COM OS SEUS DESEJOS.
TODO DIA É DIA DE ALGUMA COISA


Espedito Lima


Um dia é disso, outro dia é daquilo, e por ai vai; nada fica sem o seu dia. Não interessa o inventou e nem pra que, pelo menos em tese; o importante é que ele exista, o dia de alguma coisa. Os objetivos, é outra história; os interesses, estes estão acima de qualquer dia ou em todos os dias, por isso ou por aquilo.
É dia da mãe, do pai, da avó, da família, do dentista, do médico, do enfermeiro, de tudo e de todos. Pra cada ocasião ou surgimento de algo que venha se transformar em algum lucro, ele surge com toda pompa e orgulho, é o dia.
Por um lado, é pra feriado; por outro, é pra trabalhar dobrado, o fatal (natal) que o diga; semana santa (do vinho e da cachaça) e carnaval (desequilíbrio carnal) também. E vamos que vamos; na primavera, outono, verão ou inverno, em todas as estações ele se faz presente – o dia. Com chuva, com sol, neve ou calor, ele existe de qualquer jeito, não interessa quando e nem aonde.
De repente, também lembraram da água; pra se banhar, pra comercializar, protestar e pra dizer que ela vai se acabar. O dia sofre; tudo é com ele, pra ele e por ele, e todo dia é dia, e haja dia. E o dia dele (do dia) quando será? Será que ele não merece um espaço especial, uma festa pomposa, regada a frases como estas? FELIZ DIA DO DIA; SALVE! Ó GRANDE DIA; OBRIGADO, AMIGO DIA, VOCE É UM GENIO; VIVA O DIA.
Se ele pudesse nos dizer o que ele representa, o que sente, o que acha e o que quer; garanto que teria muita coisa pra dizer. A lamentação seria quilométrica, e no mínimo, pediria: deixem-me em paz, pelo menos POR UM DIA, NEM QUE SEJA NO MEU DIA. Que chatice; é assim mesmo, eu sou importante. Eu sirvo pra tudo e pra todos, talvez menos pra mim; eu não posso me mudar, devo aceitar. Eu sou eu mesmo e sou assim; eu sou o dia de tudo.
Eu sou vendido, trocado, amaldiçoado, abençoado, desprezado, caluniado; sou preto, sou branco, rejeitado, lembrado, esquecido, mas sou o dia. ALGUMA COISA EU SOU; NÃO, SOU TUDO. TODO DIA EU SOU EU MESMO.
ATÉ MEU DIA.
BIBLIANDO


Espedito Lima




Bibliando as argamças do perfil genérico que enfatiza o saber dos protéticos profetizados, vemos que a linguagem funesta da evasão histórica, dos tempos que lançaram as fadas dos seletos escritores; está na descrição real dos que receberam os raios vividos pelas visões rastreadas pelo Supremo Divino

Nos idos da idade primeira que ensinou a comprovação dos fatos ditados pelos aventureiros decentes que rasgavam o peito e a voz para mostrar as veredas sadias e graciosas da vida, nascia a verdade crstalina do luzir do aberto armazém, que hoje enche as bordas da curiosidade precisa, dos mistérios que se arrolam sobre a humanidade, ora de forma santa, ora de forma diabólica

Dos montes, das cidades, dos lagos, soprou-se a chama para aqueles que seriam escolhidos e haveriam de sentar à direita, deixando os maus à esquerda, para o estágio felino que viria abrasar os corações dos impiedosos e levar a culpa dos sedentos da fé, trazendo a glória sobre o altar dos insanos, assentados pelos fios da espada que fere a consciência absurda dos que formam a crença na fonte da ilusão

A celestial convivência centralizada no espírito maior, adormece os frágeis corpos que a matéria dificulta a limpeza inçomoda dos que viram a chance de realizar a obra dinâmica do fazer covarde e absorve o amparo do secar do vento, que cura a furiosidade dos tropeços ordinários, agasalhados pelos vândalos da misitifcação que iram a tolerância da ingerência sobre a espiritualidade, carregadas pelos que têm a prática do bom servir

O profano rosário que induz a serena convulsão social, impregna a demasiada sombra que evangeliza os planos intactos da conversão e despe as vestes inundadas que se escova o terreno árido do ser, que faz a segurança da crendice bafejada no sacrifício exausto do espanto admirável, deitando-se sob o arauto da fusão profícua do orar
PRECEITOS DO MAGISTRADO

Espedito Lima

Discípulo da formação e da prudência; bandeira da consciência e do equilíbrio
Técnico prático da imparcialidade; protagonista da fiel dignidade
Ministro da Justiça correta e pacífica; condutor da compostura e do respeito

Ser honrado e repleto de humildade; depósito de segurança e certeza
Propagador de atitudes abalizadas; subalterno exemplar da Lei
Autoridade amparada pelos bons princípios; zelador das regras humanas e jurídicas

Solução explícita sobre a verdade; símbolo real dos direitos legítimos
Canal forte que emana seriedade; bálsamo dos que agonizam nos conflitos
Alívio do julgamento responsável; Patrono exclusivo da sobriedade

Espelho modelar da força natural; fonte dócil daqueles que o buscam
Alicerce básico do poder sem prepotência; pedestal excêntrico do reconhecimento
Início lógico da boa causa; luz para a escuridão e fragilidade dos carentes
Ânsia dos anseios dos frustrados; Oceano cheio da confiança sincera
Monte erguido pelo saber da paz; palco límpido do diálogo
Vereda comum da conciliação; templo sublime da boa conduta

Amigo leal dos seus servidores; cumpridor imaculado dos parágrafos e artigos
Lição justa dos inconscientes; seguidor modesto da hierarquia
Defensor direto da cidadania; reserva normal e moral dos inocentes

Veículo apaziguador dos litígios; guia prático e experiente das ações
Manual inequívoco da liberdade; código inconteste da feliz decisão
Abrigo singelo da esperança; dom responsável do julgamento

Inquérito da guarita das soluções; dicionário fácil dos acordos
Habeas-Corpus constante das reclamações; mandado cúmplice da ordem necessária
Notificação precisa e respeitada; veridícto firme da espera

Mediador dos deslizes das fraquezas; fortaleza contra o medo, o receio e dúvida
Adjetivo singular de um sacerdócio flexível; ninho acolhedor das consultas
Cérebro funcional do bom humor; Escudo patriarcal do consenso

Via preferencial dos incomodados; árvore sombria para os lesados
Pulso de atração dos inconformados; Altar devastador das imprudências
Relíquia sem mácula do Juízo; plantão harmônico da Comarca

Baluarte contra os atos injustos; fidedigno precursor da defesa
Apreciador sentencial dos acusados; autor ilibado para os inconseqüentes
Fórum mágico da eloqüência dinâmica; jurista definido pela distinção precavida

Incitador permanente do bem; viaduto casto da soberania
Educador real das limitações; seara digna da produtividade
Natureza ofuscante para arbustos espinhosos; flâmula condecorada da gratidão

Monumento majestoso dos ideais; auxiliar conquistador da ombridade
Parceiro astuto contra o cerceamento; mentor próprio da legitimidade
Súdito obediente do reino jurídico; observador cabal das obrigações
A MORTE!

Espedito Lima

A notícia se espalhou, o pranto rolou; uma missão cumprida, etapa vencida
Um suspiro final, uma agonia real; legítimo desaparecimento
Espetáculo fatal, o choque chegou; faltou a coragem, o movimento
O pulsar agonizou, terminou o inicio e o fim; pra uns bom, pra outros, ruim

É ato de tristeza, frieza e incômodo; lágrimas correm sobre rostos cálidos
Lamento regado à saudade e sentimento; desespero da matéria e do espírito
Do abandono e da distancia
É a perda obrigatória do viver; paz do repouso certo e parcial
Estancada precisa e marca do ser

Sóbria amargura que se abate no semblante avassalador dos que ficam
Observando a cumplicidade da passagem própria e inevitável
Em busca da necessidade Divina do acabar
Prematura vingança que se foi do porvir
Facho de luz que acendeu e apagou, a solicitude que embarga a causa do existir

Fato indispensável que vigia o fragmento do corpo que desabou
Sobre o elemento oxigenado que se perdeu. Na cédula dividida que se fulminou
No amanhã do hoje, do futuro e do presente; versa a clareza da parada da vivencia
Deixando o rasgar do pesar que consome a gente

Objeto vulgar que não se pode desprezar; da manhã comum que se desfaz
Como função que se desloca da razão; processando o término duma composição
Artífice fôlego que o alicerce causou; na espessura do sustentáculo humano
Cuja coluna óssea se desmoronou

Motivo fecundo do desespero profundo; arrastão natural da história da partida
No espanto cruel da áspera solidão, da infinita exaustão da cabal frustração
Caminho livre da vinda e da ida esperada; no vagar da amplitude imaginária
Que desmonta o selo da vida desfigurada

Tensão frenética do exemplo da cruz; no mandamento que Deus não deixou
No rol do dez que ele ditou; sendo o único na terra que não ficou
Violação concreta do premio perfeito; que rejeita o ficar da ordem maior
No cenário fiel à sombra do desrespeito

Fútil esqueleto que desce à terra; depois do fechar no velar do caixão
Que se vai a caminho do abrigo marcado; traçando o percurso da desolação
Vítima segregada na ventura da sorte; que se esmaga na profundeza da realidade
Como poema mísero que fala da dor que nos leva à morte
MÔNICA



Espedito Lima


Meiga, sincera, bela morena!
Criança viva, saudável e adolescente
Virgem mocinha e de fértil memória
Estuda, recita poesia, faz sua glória

Olhar que luzir, andar acrescido
Passos rápidos, com braços abertos
Segura a palavra, é destemida
Em poucos minutos se fez bem querida

Cabelos escuros, mãos sempre afáveis
Cérebro rico e mente sadia
Entusiasmo perfeito, emotiva e leal
Na Praça do povo, se fez genial

Como a jurema, em flor se abriu,
Cantou e dançou seu lindo provir
Cabocla que dorme, fala e sonha
Tão simples e fácil foi seu surgir

Como sangue que corre nas veias
Tal qual a água pura e cristalina
Neste frágil e modesto poema
Homenageio-lhe, amiga MÔNICA
LINDA MENINA

Jeremoabo - Espedito Lima

JEREMOABO


Espedito Lima





Como a jurema eu surgir, engatinhei, cresci, brotei, flori, foi assim que eu nasci;
Entre as serras do Gomes do Tomé e do cavaleiro, às margens dum riacho, com meu nome verdadeiro, hoje rio vermelho
Banhada por outro, o Vasa dos Barris, o que tendo chuva, enche mais ligeiro; fui aldeia, tribo e sítio, povoado, Vila e distrito, no sertão de Cima da Bahia, no nordeste brasileiro

Mongourus e Kiriris, meus índios pacatos e ordeiros; Capelães, Franciscanos e jesuítas, santos fortes, amigos e brejeiros; da colonização, cultura e religião, sempre fui um bom celeiro. Dominado pela Torre, casa dos Ávilas dos Garcia, sertanejo do amor “Capital”, um dia este título eu teria; do destino, da civilização e da história, jamais eu fugiria

Das famílias que um dia viraria tradição: os Melo, os Carvalho, os Almeida, os Gonçalves, os Sá e os Varjão; protejo-me todo dia pegado em sua mão, padroeiro é meu Santos, glorioso São João

Da pedra que é furada e do Monte que tem Cruz, prova de minha fé, no Cristo, no Messias, no Jesus; estou constantemente vigiada pela venerada Santa Cruz; de Paulo Afonso fui a primeira a receber a sua luz

Da freguesia, dos fogos, do julgado, nunca fui à justiça pra ser interrogado;
Não vim pra ser perfeito, muito menos um errado; tanto a lua quanto o sol, iluminam meu passado: juiz, coronel e deputado, sempre foi o meu legado, assim sempre dizia Izaias Montalvão, meu provisionado, com sabedoria e trabalhando na justiça sempre foi agraciado

No canto, na letra, na canção, continuo privilegiado, por Antonia Meireles da Purificação, estive sempre encantado; sincero, velho e honrado, cidade ou município, grande sou “Jeremoabo”

Rápidas - Espedito Lima

Rápidas
Espedito Lima

Ø Que diria João Batista se voltasse à terra, especialmente no mês de junho, e mais particularmente ao nordeste? Será que o homem que disse: “eu não sou digno se quer de desatar as alpacas dele (Jesus Cristo)”; aceitaria receber homenagens, ser louvado e venerado por quem quer que seja? Só pode ser uma piada material e uma afronta espiritual
Ø É completamente indiscutível; o Brasil é um Pais meramente corrupto e a impunidade (nele) já recebeu o prêmio Nobel da corrupção, claro; com nossos respeitos - na essência da palavra - ao nome sublinhado
Ø Nós, eleitores brasileiros, continuamos mangando de nós mesmos; como também assim, sendo um verdadeiro circo (palhaços já somos a muito tempo). Ainda acreditamos e damos ouvido aos políticos (politiqueiros) desta Nação
Ø Porventura alguém de sã consciência ainda estranha alguma coisa da D. Marta Suplicy? Por acaso em momento algum ela deixou de ser uma (FiGuRa)? Continua gozando, mesmo sendo Ministra
Ø Ex-Prefeito do Município de Pedro Alexandre, na Bahia, de prenome Petrônio, está preso temporariamente. Motivo – Extorsão. O Decreto teve a assinatura da Drª. Denise Vasconcelos Santos, Juíza de Direito titular da Comarca de Antas e Substituta da de Jeremoabo; após acatar parecer do Ministério Público, representado pelo Dr. Leonardo Candido Costa, que atua na sede da Comarca (Jeremoabo). A solicitação do decreto foi feita pelo Dr. Hidelbrando Alves da Silva, Delegado de Polícia (Jeremoabo), que está com missão especial para apurar o crime
Ø A Br. 110 – trecho Jeremoabo/Paulo Afonso, na Bahia, encontra-se ziguezagueando (os veículos), tendo em vista o seu já péssimo estado, em razão das chuvas que caem na região. É bom lembrar que o mesmo trecho, recentemente, passou pela operação tapa-buraco, patrocinada pelo Governo Federal
Ø Praticamente, já no início do mês de julho próximo, a Comarca de Jeremoabo estará recebendo o substituto da Drª. Núbia Rolim dos Santos (Promotora de Justiça) que saiu dela para a Comarca de Serrinha. Trata-se de mais um Leonardo. Agora são dois Leonardos; evidentemente, o primeiro e o segundo. Enquanto isso, o número de Serventuários continua diminuindo
Ø A maior pirataria que estamos enfrentando hoje na música, não é a da falsificação, mas sim, a da qualidade. É uma tremenda vergonha o que se grava e a forma como estão regravando; é um tremendo desrespeito, a tudo e a todos
Ø As chuvas, em algumas áreas do sertão nordestino ainda são parcas; o que tem preocupado muitos, pois o milho e o feijão, segundo alguns, muitos lugares, estão à espera delas. Todavia, devemos lembrar que o inverno ainda está por vir
Ø Já foram notificados os Prefeitos dos municípios de Cel. João Sá e Pedro Alexandre; o ex e atual do município de Jeremoabo, todos do Estado da Bahia, para apresentarem contestação (defesa), nas ações de Improbidade administrativa que ora se instaura contra eles.