ELES ACABARAM COM TUDO
Espedito Lima
Se verificarmos as festas, as tradições, os comuns eventos que antes eram realizados nas comunidades, nos povoados e nas cidades, vamos ver que tudo isso acabou, isto é: eles, os políticos, entraram no meio e a cada ano que se passa, por mera conveniência de uma ação politiqueira, fazem o que querem e o que bem entendem. O grande exemplo ou um dos mais explícitos, são os festejos juninos, com especialidade no nordeste brasileiro e mais particularmente, com o famoso “casamento matuto”, dia 23 de junho, claro.
A tempos não muito distantes, o seu cortejo, sua indumentária, a maneira de desfilar, única e exclusivamente montado a cavalo, égua, besta, jumento e burro; jamais em cima de um trator, carroça, ou qualquer outro tipo de veículo automotor, o sertanejo, da zona urbana e rural, impunham sua pujança, seu orgulho de mostrar sua originalidade, sua maneira livre e simples de brincar e até mesmo a sua inocência, demonstrada numa alegria estampada no rosto, como se fosse a extravasar o suor que escorre sobre seu rosto na luta do dia-dia pela sobrevivência.
Hoje, nos dias autuais, eles fazem questão de irem à frente do mesmo cortejo, montados nos seus elegantes e valiosos animais, rodeados de seguranças e esbanjando uma popularidade populista; oportunidade em que, podemos ler visivelmente, nos semblantes deles, a volúpia e arrogância do estar e continuar no poder a qualquer custo; sempre, como já é o costume, ludibriando, impondo a tudo e a todos, descarada e vergonhosamente.
Mas, não são somente eles os únicos culpados por tal situação; o povo, nós “cada um”, usamos uma parcela de contribuição para que o desvirtuamento aconteça e o laço deles nos atinjam, em cheio. Daí, então, eles permanecerem na disputa pelo voto do eleitor, dentro e fora das eleições; aqui e acolá, dessa ou daquela maneira. Tradição, é coisa relegada a segundo plano, o primeiro é o deles (plano) – desejo.
O povo aceita tudo: o mando e o desmando, a ordem e a desordem; eles deitam e rolam, impõem, ditam e aí daquele que não ouvir, não rezar na cartilha, com se diz na gíria.
Pobre do povo, pobre da cultura, pobre das tradições; se foram, se vão, estão acabando, apenas as tristes lembranças, as saudades, e por ai vai. Mas, quem sabe, um dia a coisa pode tomar rumo diferente, e alguém então (político - na essência da palavra), possa reativar ou deixar que o próprio povo, que vem cedendo a tudo, inclusive aos caprichos deles, fazer o que antes era feito, de forma natural, espontânea e humilde.
A tempos não muito distantes, o seu cortejo, sua indumentária, a maneira de desfilar, única e exclusivamente montado a cavalo, égua, besta, jumento e burro; jamais em cima de um trator, carroça, ou qualquer outro tipo de veículo automotor, o sertanejo, da zona urbana e rural, impunham sua pujança, seu orgulho de mostrar sua originalidade, sua maneira livre e simples de brincar e até mesmo a sua inocência, demonstrada numa alegria estampada no rosto, como se fosse a extravasar o suor que escorre sobre seu rosto na luta do dia-dia pela sobrevivência.
Hoje, nos dias autuais, eles fazem questão de irem à frente do mesmo cortejo, montados nos seus elegantes e valiosos animais, rodeados de seguranças e esbanjando uma popularidade populista; oportunidade em que, podemos ler visivelmente, nos semblantes deles, a volúpia e arrogância do estar e continuar no poder a qualquer custo; sempre, como já é o costume, ludibriando, impondo a tudo e a todos, descarada e vergonhosamente.
Mas, não são somente eles os únicos culpados por tal situação; o povo, nós “cada um”, usamos uma parcela de contribuição para que o desvirtuamento aconteça e o laço deles nos atinjam, em cheio. Daí, então, eles permanecerem na disputa pelo voto do eleitor, dentro e fora das eleições; aqui e acolá, dessa ou daquela maneira. Tradição, é coisa relegada a segundo plano, o primeiro é o deles (plano) – desejo.
O povo aceita tudo: o mando e o desmando, a ordem e a desordem; eles deitam e rolam, impõem, ditam e aí daquele que não ouvir, não rezar na cartilha, com se diz na gíria.
Pobre do povo, pobre da cultura, pobre das tradições; se foram, se vão, estão acabando, apenas as tristes lembranças, as saudades, e por ai vai. Mas, quem sabe, um dia a coisa pode tomar rumo diferente, e alguém então (político - na essência da palavra), possa reativar ou deixar que o próprio povo, que vem cedendo a tudo, inclusive aos caprichos deles, fazer o que antes era feito, de forma natural, espontânea e humilde.