MULHER
Espedito Lima
Uma fêmea, uma criatura, simplesmente mulher; não, muito mais que isto. É um ser, assim como o homem, feita à imagem e semelhança de Deus. Se forte ou frágil, não importa; ela continua sendo e será, não uma mera musa, que às vezes é vista no sentido pejorativo, mas uma mulher, coadjutora do homem. Sua amiga, companheira, esposa, filha mãe; ela é mulher.
Como o homem, ela sente, chora, reclama, ama, diz, pede, consola, sofre, se alegra e oferece também. Culpada ou não, ela é personagem, início de uma história, de uma vida. É o princípio de um cronograma Divino, preestabelecido para a existência do gênero humano, e a reserva de um segredo que vela pela inconfundível supremacia da concepção, pois somente a ela cabe o dom de ter e jorrar de si mesma a preciosidade da existência.
É um virtual comum que se avizinha de um ritual de procedimentos sublimes e que arranca a pureza da alma, lançando sobre um todo, o estilo da capacidade de conquista e esbanja a candura de uma meiga e estonteante imaginação que a conduz ao píncaro da loucura norma. É como sobre si, fosse colocado um vestido de bordado colorido e uma pluma o cobrira para não deixar o seu corpo viril e à amostra.
De sapato alto ou capacete sobe a cabeça, sentada num elegante sofá ou numa cadeia de uma rústica casa campestre ou até mesmo dentro de um carro ou comandado um Reino, um Tribunal; ignorante ou sábia, pequena ou grande, destra ou não, não importa, ela é mulher. Que fica dias e horas, meses e anos, acalentando o suspiro do riso e afugentando a agonia da dor, como o enfermo que geme porque sente e sente porque dói. Mas canta o hino da paz e propaga a virtude da meninice que passou, da adolescência que foi um prazer e hoje, adulta, colhe os frutos das três etapas, da vida, claro.
Que satisfação cumprimenta-las; todas elas, vocês, hoje, amanhã e sempre, com um beijo sincero e respeitoso, com a máxima profundidade no ego do coração.
sábado, 16 de junho de 2007
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