JEREMOABO
Espedito Lima
Como a jurema eu surgir, engatinhei, cresci, brotei, flori, foi assim que eu nasci;
Entre as serras do Gomes do Tomé e do cavaleiro, às margens dum riacho, com meu nome verdadeiro, hoje rio vermelho
Banhada por outro, o Vasa dos Barris, o que tendo chuva, enche mais ligeiro; fui aldeia, tribo e sítio, povoado, Vila e distrito, no sertão de Cima da Bahia, no nordeste brasileiro
Mongourus e Kiriris, meus índios pacatos e ordeiros; Capelães, Franciscanos e jesuítas, santos fortes, amigos e brejeiros; da colonização, cultura e religião, sempre fui um bom celeiro. Dominado pela Torre, casa dos Ávilas dos Garcia, sertanejo do amor “Capital”, um dia este título eu teria; do destino, da civilização e da história, jamais eu fugiria
Das famílias que um dia viraria tradição: os Melo, os Carvalho, os Almeida, os Gonçalves, os Sá e os Varjão; protejo-me todo dia pegado em sua mão, padroeiro é meu Santos, glorioso São João
Da pedra que é furada e do Monte que tem Cruz, prova de minha fé, no Cristo, no Messias, no Jesus; estou constantemente vigiada pela venerada Santa Cruz; de Paulo Afonso fui a primeira a receber a sua luz
Da freguesia, dos fogos, do julgado, nunca fui à justiça pra ser interrogado;
Não vim pra ser perfeito, muito menos um errado; tanto a lua quanto o sol, iluminam meu passado: juiz, coronel e deputado, sempre foi o meu legado, assim sempre dizia Izaias Montalvão, meu provisionado, com sabedoria e trabalhando na justiça sempre foi agraciado
No canto, na letra, na canção, continuo privilegiado, por Antonia Meireles da Purificação, estive sempre encantado; sincero, velho e honrado, cidade ou município, grande sou “Jeremoabo”
sábado, 16 de junho de 2007
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